quarta-feira, janeiro 31, 2007

Bolo de Canela e Cacau

Estava com uma vontade de comer bolo, pesquei essa receita da Elvira da minha lista de receitas por fazer, pois imaginei o cheirinho que o bolo teria ao sair do forno e a praticidade em fazê-lo, já que hoje meu dia foi um tanto atarefado.
Ele é pequenino (usei forma de 20 cm), tem uma textura que lembra brownie, aliás, ao comê-lo você pensa logo em sorvete. Não é muito doce, tem um sabor sofisticado, muito gostoso.

Ingredientes:
200 g de farinha de trigo com fermento (usei a normal com 2 colheres (chá) de fermento)
100 g de açúcar
3 colheres (sopa) de cacau em pó
1 colher (chá) de canela em pó
3 gotas de essência de baunilha
100 ml de óleo
200 ml de suco de laranja
Óleo para untar
Açúcar cristal para polvilhar (usei de confeiteiro)

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Misturar muito bem a farinha com o açúcar, o cacau e a canela. Abrir um buraco no meio e juntar o óleo e a baunilha.
Incorporar o suco de laranja. Bater muito bem até obter uma massa lisa e homogênea. Transferir a massa para uma forma pequena (20 cm), redonda, sem buraco no meio, untada com um pouco de óleo. Levar para assar no meio do forno por 35 minutos (o meu assou em 30 minutos).
Polvilhar com um pouco de açúcar ao tirar do forno. Deixar amornar e desenformar delicadamente. Servir o bolo levemente morno ou frio.

Fonte: Elvira's Bistrot.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Comidas da Memória - Baião-de-Dois com Ovo Estrelado

Finalmente consegui participar do evento da Valentina: Comidas da Memória, em que você prepara e relata o seu prato preferido da infância.
Quando criança, eu não gostava de comer. Com exceção, é claro, daquele tipo de comida que toda criança gosta: comida de aniversário.

O fato é que das poucas vezes em que eu comia com gosto em casa era quando a minha mãe fazia um baião-de-dois bem básico, só com queijo e nata. Geralmente acompanhado com um ovinho "estrelado", com a gema estourada, para o ovo ficar bem amarelinho e disfarçar a clara. Se eu ainda desse trabalho tinha que ser no "capitão", isto é, minha mãe fazia bolinhos de comida pra que eu e minha irmã achássemos divertido comer, pois assim a gente continuava brincando e ela ia colocando os bolinhos na nossa boca.
Como já tem aqui uma receita de Baião-de-Dois bem tradicional, vou apenas contar mais ou menos como fiz esse - geralmente esse tipo de refeição as pessoas fazem mais na intuição do que por receita. Cozinhei 2/3 de xícara de feijão de corda (em mais ou menos 1/2 litro de água) para 1 xícara de arroz. Para preparar é só refogar o arroz como se fosse prepará-lo sozinho (com alho e/ou cebola). Acrescente o feijão já cozido junto com o caldo. Adicione água suficiente para cozinhar o arroz. Essa é a diferença entre baião e o simples feijão com arroz, o arroz tem que ser cozido junto com o feijão, pra pegar o gosto e a cor. Quando estiver quase seco, jogue por cima pedaços generosos de queijo de coalho (ou de minas) e tampe a panela para terminar de secar e derreter um pouco o queijo. Querendo, acrescente umas 2 colheres de nata (muita gente vai querer e não vai poder, então substitua por requeijão).

Queria agradecer muitíssimo à Valentina pelo evento. Acho que todo mundo que está participando telefonou pra mãe pra perguntar qual era seu prato favorito e isso resultou numa conversa agradável e nostálgica.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Panquecas Americanas II

Fiquei em dúvida se postava uma receita de Panqueca de Blueberries sem os blueberries, mas já que este blog é um arquivo de receitas, acho que a Cinara não vai se importar - tive que mudar o nome se não ia ficar meio sem sentido.
Fiz essas panquecas há uns dias - infelizmente minha cozinha está interditada desde ontem - e adorei a receita, comparando com a outra da Patricia fica empatado: a da Cinara é bem prática pois não usa batedeira, a da Patricia é prática porque não precisa untar a frigideira - em sabor, as duas são deliciosas. Comi com um fiozinho de maple syrup, eu o Ric viciamos neste negócio, muito bom. Cinara, agora só falta eu experimentar as dutch babies.

Ingredientes:
1 xícara de farinha de trigo
1 colher (sopa) de açúcar
2 colheres (chá) de fermento em pó
1/4 colher (chá) de sal
1 ovo batido
1 xícara de leite
2 colheres (sopa) de óleo
1 xícara de blueberries (não usei)

Em uma tigela, misture a farinha, o açúcar, o fermento e o sal. Em outra tigela, misture o ovo, o leite e o óleo. Acrescente à mistura de farinha de uma só vez, e misture apenas até incorporar.
Derrame cerca de 1/4 de xícara de massa em uma frigideira quente e levemente untada, sobre fogo baixo. Em seguida, espalhe cerca de uma colher (sopa) de blueberries frescas ou congeladas sobre a massa (a quantidade de blueberries pode variar de acordo com o gosto de cada um, é claro...). Vire a panqueca quando a superfície estiver borbulhando e as bordas levemente secas. Rende de 8 a 10 panquecas.

Fonte: Cinara's Place.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Macarronada de Atum

Não que haja algo demais na receita, mas sabe aquela macarronada que tem a cara de quem a faz? Essa é a minha. Já fiz tanto essa receita pros meus amigos que hoje em dia até evito fazer. Adoro a combinação de atum e azeitona (nesse caso usei picles, um bom substituto) e (quase) sempre uso colorau em macarronadas vermelhas pois ele satura a cor do macarrão, do molho e da carne (no caso, o atum) e dá um sabor a mais através da visão - é sabido que o colorau não tem sabor, mas acho que a cor envia alguma informação pro cérebro que faz a gente acreditar que tem algo mais ali.

Ingredientes (2-3 porções):
115 g de fettuccine ou spaghetti
170 g de molho de tomate (1/2 lata)
1/2 cebola picada grosseiramente
2 colheres (sopa) de manteiga (opcional)
2 colheres (sopa) de óleo ou azeite
2 colheres (sopa) de colorau (colorífico)
1 lata de atum (170 g)
2 picles de pepino fatiados (ou azeitonas a gosto)
sal a gosto
pimenta a gosto

Cozinhe o macarrão em água, sal e uma das colheres de colorau. Isso demora o tempo de fazer o molho: refogue a cebola na manteiga e óleo. Acrescente o atum e a outra colher de colorau e mexa bem, até o refogado incorporar o colorau. Deixe fritar um pouquinho e acrescente o picles ou azeitonas. Depois adicione o molho e tempere com sal. Quando o molho ferver e reduzir um pouquinho (isso tudo é bem rápido), junte o macarrão cozido na panela do molho e mexa, juntando tudo (com uma colher de plástico, pra não quebrar o macarrão). Sirva imediatamente, com uma chuvinha de pimenta-do-reino moída na hora.

sábado, janeiro 20, 2007

Farofa de Cenoura

Desde que a Patricia postou essa receita não paro de desejar essa farofinha de cenoura. Segui direitinho o preparo, mas tive que quebrar a lógica vegetariana da receita e acrescentar uma sobra de frango que eu tinha - afinal existe todo um conceito relacionado à farofa de que ela tem como maior função reaproveitar sobras de carne ou disfarçar a pouca quantidade dela.
Outra alteração que fiz foi acrescentar manteiga e tirar um pouco do azeite. Eu amo azeite, mas não costumo usá-lo quente por causa da saturação dele - apesar de delicioso não é saudável se for usado sempre assim. O óleo de girassol e o de canola são mais recomendados. Mas pra essa receita usei a combinação de azeite e manteiga, que pra mim funciona muito.
Eu quis almoçar só ela mesmo, comi esta cumbuquinha aí da foto (ah, agora minhas fotos ampliam) e dei um pouquinho pro Ric. É bom demais, Patricia. O Ric olhou pra mim e disse: "Você vai repetir essa receita, não vai?" "É claro". E ainda quis roubar da minha cumbuca. No way.

Só uma curiosidade: por causa do nome do blog, todo mundo me pergunta se macaxeira é mandioca e eu sempre digo que sim, apesar de aqui no Ceará não serem bem a mesma coisa: a mandioca que faz a farinha (e que é proibida para o consumo por causa do veneno) é a mandioca-brava, que conhecemos aqui simplesmente por mandioca; já a mandioca que usamos nas receitas é a mandioca-doce ou mansa, ou seja, a macaxeira. Talvez o nome tenha aparecido com a preocupação em diferenciá-las, já que uma delas é perigosa.

Ingredientes:
1 colher (sopa) de azeite
2 colheres (sopa) de manteiga com sal
1/2 cebola picada
1 pedaço de frango desfiado (opcional)
1 cenoura grande ralada (no ralo grosso)
1 colher (sopa) de salsinha picada
40 g de azeitonas verdes, descaroçadas e picadas
70 g de farinha de mandioca (coloque aos poucos até o ponto desejado)
Sal e pimenta a gosto

Aqueça o azeite e a manteiga e refogue a cebola. Junte a cenoura e o frango e refogue por 1 minuto. Junte as azeitonas e a salsinha, tempere com sal e pimenta e depois adicione a farinha. Misture bem.

Fonte:Technicolor Kitchen.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Bolinho-Muffin de Semente de Papoula

A Luciana do Mercado das Pulgas anda procurando receitas pra usar o que tem na geladeira e esses dias estou com uma questão parecida (mas praticamente resolvida), pois vou ter que desligar a minha a qualquer momento por conta de uma pequena reforma aqui em casa. Pensei em fazer um pão da Eliana (receita da Márcia) mas vi que eu não tinha trigo suficiente. Procurei na minha lista algo que casasse com o que eu tinha, esse muffin deu tão certo que até a quantidade de manteiga sem sal que eu tinha deu exata na balança.
Essa receita é um misto de bolinho e muffin, segundo o site de onde tirei, pois apesar do começo da receita ser de bolo, no final a incorporação dos ingredientes secos seguem o processo do muffin. A Valentina sempre sugere que a incorporação seja feita com um garfo - e quem sou eu pra contestá-la - mas experimentei misturar com uma espátula "pão duro", achei que incorporou mais rápido, o que é bom para os muffins, já que quanto menos se mexe, melhor. Devo testá-la depois com as raspas do limão e com a calda que o segue. Ficaram muito gostosinhos e macios, até "rasguei" um pra foto, imitando a Regina. Com o limão eles devem ficar parecidos com o Pão com Limão Galego. Eles não douram muito no topo, mas acho que é normal - pelo menos na foto do Joy of Baking eles também não estão dourados.
Ingredientes*:
280 g de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de sementes de papoula
1/2 colher (chá) de sal
1 e 1/4 de colher (chá) de fermento em pó
1/4 colher (chá) de bicarbonato de sódio
113 g de manteiga sem sal
150 g de açúcar
2 ovos grandes
240 ml (1 xícara) de iogurte integral (usei coalhada)
1 colher (chá) de essência de baunilha (usei de amêndoa)
Raspas de 1 limão (não usei)

Calda: misture 1/2 xícara (60 g) de açúcar de confeiteiro com 2 colheres (sopa) de suco de limão fresco.

Pré-aqueça o forno em 180° e coloque a grelha no centro do forno. Prepare 12 forminhas de muffin (unte-as, se necessário).
Numa pequena vasilha, misture a farinha, as sementes de papoula, o sal e o bicarbonato de sódio. Reserve.
Na batedeira, bata a manteiga com o açúcar. Acrescente os ovos, um de cada vez, batendo bem a cada adição. Adicione o iogurte, a baunilha e as raspas e bata até ficar homogêneo.
Acrescente a mistura dos ingredientes secos e misture, apenas para incorporar. Não bata demais.
Despeje a massa nas formas e asse por 18 a 20 minutos ou até que passe no teste do palito. Deixe esfriar por 5 minutos antes de retirá-los das formas. Jogue a calda por cima. Rende 12 muffins.

Receita refeita e editada:
*Texto da receita alterado em 25.02.2008: ao fazer novamente a receita, observei que o site modificou a quantidade de alguns ingredientes e testei a receita novamente como está lá. Fica aqui o registro de que o limão e a calda são realmente indispensáveis: o resultado é muito bom.

Fonte: Joy of Baking.

sábado, janeiro 13, 2007

Bolachinhas de Amor e Canela


Alguém sabe a diferença entre bolacha e biscoito? Quando eu era pequena, a idéia que eu tinha era de que bolachas eram sempre achatadas e sem muita graça (como as bolachas Maria, Maizena, Cream Cracker) e os biscoitos eram aqueles com algo mais no sabor e no formato. Com o tempo, pra mim, tudo virou biscoito. Na internet não encontrei muita coisa, mas parece que não há diferença nenhuma, são apenas palavras com origens diferentes para a mesma coisa.
Bom, mas essa questão me veio por causa do livro Dona Benta, que é de onde eu tirei essa receita. A divisão lá se faz entre bolachas, biscoitos e sequilhos. Mas nada de dizer qual a diferença. Eu já comentei por aí que esse livro me decepcionou. Não tem ilustrações, não explica as coisas com detalhes, deixa tudo meio confuso. Na verdade parece que você encontrou o caderno de receitas da sua avó e ela meio que escreveu só pra ela entender. Mas eu queria fazer uns biscoitinhos pra inaugurar meus cortadores de biscoitos e quis dar uma chance ao livro.
Na página 851, me animo a fazer as Bolachas de Amêndoas, pra usar umas amêndoas que estavam na geladeira há um tempo mas descubro que elas não estão lá há muito tempo, já que meu marido se encarregou de comê-las como quem come pipoca. Decido-me então pela receita seguinte - pelo nome eu só podia usar um cortador mesmo. O problema é que a massa ficou muito seca - imagina como eu xinguei o livro - então adicionei mais manteiga e um pouquinho de água pra dar um ponto de abrir no rolo.
Passada a raiva, tudo deu certo, deu pra abrir, cortar e assar muito bem: os biscoitos são bem gostosos, amanteigados, não espalham na hora de assar. Assei em duas fornadas: uma com papel-manteiga e outra sem, e é bem melhor com papel, os biscoitos ficam mais bonitos e com menos perigo de queimar. Usei forno 180°-200° e a receita deu 49 coraçõezinhos.
Ingredientes:
250 g de farinha de trigo
100 g de açúcar
80 g de manteiga ou margarina
3 gemas
1 colher (café) de fermento em pó
Canela e açúcar para polvilhar

Amasse bem todos os ingredientes até obter uma massa lisa, que despregue das mãos. Abra a massa com um rolo numa espessura de meio centímetro. Corte com cortadores apropriados, no formato desejado. Coloque em assadeira untada com manteiga ou margarina (sugiro forrar com papel-manteiga) e leve ao forno por cerca de 20 minutos (fique de olho pois pode assar antes - o ponto é quando começa a a aparecer o douradinho nas laterais da parte de baixo da bolacha). Depois de frias, polvilhe-as com açúcar e canela.

Fonte: Dona Benta (2004).

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Muffins de Passas [Valentina]


Hoje chegou minha forma de muffins que eu pedi pela internet e claro que eu tinha que estreá-la, que nem criança quando ganha brinquedo. As poucas vezes que tentei fazer muffins foi com minha máquina de tortas (veja foto abaixo) e achei muito sem graça, nada a ver com o que eu via por aí.
Procurei algumas receitas pelos blogs e me encantei com essa da Valentina, pois achei que ela tinha uma base bem clássica e simples, substituindo os mirtilos por passas, é claro, pois se onde moro nem forma de muffin tem pra vender, o que dirá mirtilo!
Achei que ficaram deliciosos, não são muito doces, acho que a doçura virá do que você colocar neles - no meu caso, as passas. Textura úmida, porém firme, macio, muito bom. Imaginem como agora vou entrar numa fase de muffins!
Pelo que entendi, o que caracteriza o muffin é ser feito sempre com manteiga derretida (ou óleo vegetal) e a mistura ser feita com um garfo, de maneira grosseira, de modo que a massa fique com aspecto empelotado, diferente do cupcake, que me parece ser um bolo mesmo, ainda que em miniatura. Já li em algum lugar que o muffin estaria mais pra pão do que pra bolo, mas vou deixar que os comentários me dêem uma resposta melhor.


Como eu só tinha uma forma - tinha, porque acabei de encomendar mais duas - fiz o resto da massa na máquina, e confirmou-se pra mim o fato de que ela não serve para muffins e bolinhos, só para tortinhas de massa amanteigada mesmo.
Fiquei na dúvida se deveria untar, untei a metade pra fazer o teste, mas nem precisava, todos saíram perfeitos.

Comparando um muffin feito pela máquina e outro na forma dá pra perceber que não é a mesma coisa: a massa não cresce, não doura, enfim, não vinga.

Ingredientes:
75 g manteiga sem sal e em temperatura ambiente
200 g farinha de trigo
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
2 colheres de chá de fermento em pó
75 g de açúcar
Pitada de sal
100 g de iogurte
100 ml de leite desnatado
1 ovo grande
120 g de passas sem sementes

Pré-aqueça o forno em 200°. Prepare a forma (ou formas) de muffin.
Combine todos os ingredientes secos numa vasilha e reserve. Derreta a manteiga e deixe esfriar. Enquanto a manteiga esfria, misture os ingredientes líquidos. Acrescente a manteiga assim que esfriar. Faça um buraco no meio da vasilha com os ingredientes secos e derrame a mistura líquida. Com um garfo misture tudo levemente apenas para combinar todos os ingredientes, preservando a consistência encaroçada, o que é uma característica do muffin. Jogue as passas só no final. Divida a mistura pelas forminhas e leve ao forno por 20 minutos (os meus não ficaram tanto tempo, tenho que lembrar da próxima vez ficar de olho no forno ou usar uma temperatura mais baixa).

Fonte: Trem Bom.

terça-feira, janeiro 09, 2007

Bolo de Carne Americano [Cinara]


Fiquei maravilhada com esse Meatloaf da Cinara. É muito gostoso e úmido, além de prático e simples de fazer. Fica um pouco picante, mas com um leve doce, delicioso, só mudei um pouquinho a quantidade de sal. Esse molhinho por cima é de matar. Vai virar receita do nosso dia-a-dia.

*Só uma observação: eu sempre reproduzo a receita de outro blog no meu blog (ao invés de deixar só o link) porque quero manter arquivado comigo, pois às vezes os links se perdem, dá falha no Blogger, os blogueiros migram ou acabam seus blogs e vou acabar ficando sem a receita. Falo isso porque já tive blog e já aconteceu de eu perder coisas importantes confiando no link. Mesmo assim sempre espero que quem vê a receita aqui visite o post original, pois cada experiência é única e a mesma receita, feita com os mesmíssimos ingredientes, nunca sai do mesmo jeito.
Ingredientes:
Loaf:
500g de carne moída (usei patinho)
1/2 xícara de aveia em flocos finos
2/3 xícara de leite (também uso desnatado)
1 cebola grande picada
1/2 colher (chá) de sal
1/2 colher (chá) de pimenta-do-reino

Molho:
2/3 xícara de catchup (usei o Heinz)
2 colheres (sopa) de vinagre de maçã
Pouco menos de 1/2 xícara de água
1 1/2 colher (sopa) de molho inglês (usei o Lea & Perrins)
1 1/2 colher (sopa) de açúcar

Pré-aqueça o forno a 180°. Misture a carne, a aveia, o leite, a cebola, o sal e a pimenta. Coloque em uma fôrma de bolo inglês, untada com manteiga. Misture bem os ingredientes do molho e espalhe por cima. Asse por 1 hora e meia.

Fonte: Cinara's Place.

domingo, janeiro 07, 2007

Torta Focaccia


Tenho essa receita há bastante tempo e só tinha preparado ela uma vez, há muitos anos, mas nem me lembrava mais do resultado. Está no meu caderninho, mas lembro que copiei de um programa de tv, era uma receita da culinarista Luzinete Veiga. Procurei na net, existe uma receita idêntica no Cybercook.
A massa é bem grudenta e não sei que ponto é esse que solta das mãos, só sei que não o alcancei, sob pena de colocar muita farinha e a massa ficar pesada. Deixei a massa crescer e ela fica enorme, na hora de abrir ela virou uma toalha, mas como ela gruda muito dá um pouco de trabalho colocar na forma. Nessa hora jurei que não repetiria a receita. Fiquei com medo de não conseguir cobrir e acabou ficando pouca massa embaixo e muita massa em cima, como se pode ver pelas fotos. O ideal seria ter feito em uma forma maior (fiz com uma de 24 cm), pois a torta é grande, mas eu não tinha. O pior é que o resultado foi muito bom, fica bem saborosa, essa massa é muito macia, deliciosa mesmo, com certeza por causa da batata.
Abaixo, duas fatias: a primeira é de logo quando tirei do forno, a massa e o recheio estavam derretendo, uma delícia! Depois a textura da torta fria.



Ingredientes:
Massa:
1 xícara (chá) de leite morno
20 ou 30 g de fermento biológico (dependendo da temperatura - usei 25 g)
1 colher (sobremesa) de açúcar
1 colher (sobremesa) de sal
1 colher (sopa) de óleo
100 g de manteiga
2 gemas
3 batatas médias cozidas e amassadas
Farinha de trigo até soltar das mãos (mais ou menos 550 g)
1 gema para pincelar

Recheio:
4 tomates
1 cebola
2 colheres de sopa de azeite
200 g de presunto
200 g de muzzarela
150 g de lingüiça calabresa.
220 g de queijo cremoso
Sal e orégano a gosto

Derreta o fermento no leite morno e acrescente o sal, o açúcar, o óleo, a manteiga, as gemas e as batatas. Misture bem e vá acrescentando a farinha de trigo até soltar das mãos. Sove a massa em superfície polvilhada e deixe crescer (deixei crescer enquanto fazia o recheio, acho que uns 30 ou 40 minutos).
Para o recheio eu processei primeiro o presunto, a muzzarela e a lingüiça juntos e reservei. Depois processei os demais ingredientes também juntos. Na receita diz que eles devem ser picados, mas achei mais prático processá-los.
Abra a massa com um rolo e ponha numa forma untada e polvilhada, deixando sobras da massa pra fora. Acrescente o recheio de forma que a primeira camada seja da mistura de queijo, presunto e lingüiça e depois a mistura de tomate - pode ir alternando as camadas, mas na pressa eu coloquei cada camada de uma vez só. Feche a massa com as sobras e pincele com gema. Leve ao forno preaquecido (180°). O meu assou em 50 minutos.

Fonte: Caderno de receitas.

sábado, janeiro 06, 2007

Brigadeiro de Cacau e Ovomaltine [Rainhas]


Essa receita foi publicada no Rainhas do Lar, é de uma leitora chamada Ana Sílvia, mas foi enviada por outra leitora, a Sora - enfim, leia o original para entender a quadrilha e o modo de preparo ultra-detalhado.
É a segunda vez que faço em 10 dias, pois é um sucesso. Hoje foi uma pequena comemoração do aniversário da minha irmã aqui em casa e fiz algumas coisinhas só para complementar - já que ela trouxe coisas já prontas - esse brigadeiro, uma mousse de limão e uma torta que só vou postar amanhã. A mousse na verdade é a "mousse-truque", que todo mundo faz na hora do aperto: 1 lata de leite moça, uma caixa de creme de leite e bate no liquidificador com uma caixa de gelatina pronta (conforme instruções da embalagem) do sabor de sua preferência e leva pro congelador até ficar com consistência de mousse. É que não sou chegada em receitas que levem ovo cru, (não pelo sabor, mas por medo) e as mousses geralmente levam claras que não vão ao fogo, então prefiro fazer a "mousse-truque". Apesar da simplicidade ela também fez sucesso. Tanto ela quanto o brigadeiro servi em copinhos descartáveis de 60 ml, pra facilitar nas porções.
Ingredientes:
1 lata de Leite Moça Nestlé
1 colher (sopa) cheia de cacau em pó
1 colher (sopa) cheia de Ovomaltine de chocolate
1 colher (sopa) de manteiga com sal

Numa panela grande, misture bem todos os ingredientes até ficar bem homogêneo. Leve ao fogo baixo e vá mexendo com uma espátula de silicone ou colher de pau até começar a dar o ponto. A Sora conta que o ponto é textura de "Danete", eu não deixo engrossar muito pois geralmente sirvo pra comer de colher. Pra quem vai enrolar pode deixar engrossar mais um pouco.
Opções: de colher fica legal jogar um pouco de Ovomaltine por cima na hora de servir (foi o que eu fiz) ou mesmo nozes ou outro tipo de castanha; para enrolar a sugestão dela é passar no cacau como se fosse uma trufa.
Observações: o tom diferenciado da receita está nos ingredientes, então sugere-se que não se faça substituições, senão será um mero brigadeiro comum... :)

Fonte: Rainhas do Lar.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Cake de Atum com Pimentão e Orégano [Karen]



Janeiro é um mês importante pra mim. É o tempo em que começam as chuvas aqui em Fortaleza, o que me dá uma certa sensação de nostalgia (pois quando não morava aqui sempre vinha nessa época). É um tempo em que eu abro caixas de lembranças e sempre jogo fora uma ou outra coisa que o apego vai afrouxando.
Foi com esse clima que eu fiz esse bolo da Karen, e acho que vou associá-lo a um dia muito agradável em que cozinhei bebendo o resto da lata de cerveja que foi usada na receita e sentindo o cheiro de Janeiro. Ah, e o cake é bem gostoso sim, também só tem coisas que eu adoro!
Sugiro uma olhada na receita original (tem mais detalhes) e também na versão da Elvira, caso queira usar atum em óleo. Usei cerveja por conta do comentário de alguém no post da Karen, o que contribuiu pra que eu fizesse, já que eu não tinha vinho branco.
Ingredientes:
220 g de farinha
4 ovos
250 g (2 latas) de atum em lata conservado em água
1 pimentão vermelho grande sem pele e sem semente (usei pimentão em conserva)
75 g de queijo ralado
100 ml de cerveja (originalmente é vinho branco)
100 ml de azeite
1 colher (chá) de fermento em pó
2 colheres (sopa) de orégano
Sal a gosto (usei uma colher de café)
Pimenta a gosto

Preaqueça o forno à 210°C. Unte e forre o fundo de uma forma de bolo inglês com papel manteiga. Escorra o atum e corte o pimentão em tiras no sentido do comprimento.
Misture a farinha, o fermento, sal e um pouco de pimenta. Adicione os ovos, o vinho, o azeite. Aqui eu dei uma boa misturada antes de acrescentar o queijo, o atum e o orégano. Misture muito bem. Coloque metade da massa na forma, coloque as tiras de pimentão e cubra com o resto da massa. Asse por cerca de 45 min. Insira uma faca no centro do cake, se sair limpo, está pronto. Desenforme morno e sirva frio com uma salada.

Fonte: Kafka na Praia.

segunda-feira, janeiro 01, 2007

Frozen Yogurt de Morango [Akemi]


Do que preparei aqui em casa pra passagem do ano não deu tempo tirar fotos, mas vou postar essa receita da Akemi, já que eu tinha tirado uma do preparo - uma das vezes em que tirei para mexer. Portanto quem quiser ver melhor a textura de como fica no final dê uma espiada no post dela. Talvez porque meu morango estava muito maduro o meu ficou mais rosa do que o dela, mas estava delicioso. O pessoal que virou a noite aqui tomou de conta.
É muito fácil de fazer, a única dificuldade é que não tenho nada de alumínio, então numa primeira fase acabei fazendo na panela de pipoca do Ric, que é a única coisa que tem aqui em casa desse material. Depois fiquei imaginando que eu poderia ter usado a tampa - que vem com uma manivela para mexer a pipoca - pra mexer o frozen, olha só, como teria sido prático e adequado? Ou no mínimo engraçado?
Outra sobremesa que preparei e vou deixar a foto-experiência-receita para outra ocasião foi o Brigadeiro de Cacau e Ovomaltine postado no Rainhas. É um espetáculo.
Ingredientes:
300 g de morangos
400 ml de iogurte natural
2 colheres (sopa) de mel
200 ml de leite condensado

Limpe os morangos e coloque numa tigela. Esprema os morangos entre os dedos (não amasse muito, só o suficiente para ¨quebrar¨ os morangos).
Junte o iogurte, o mel e o leite condensado e misture bem.
Despeje numa assadeira de alumínio, sem teflon. Cubra com filme plástico e leve ao congelador. Depois de uma hora, dê uma boa mexida no sorvete. Leve ao congelador novamente por mais uma hora. Repita essa operação até que fique com consistência cremosa (eu fiz várias vezes e deixei pro outro dia pra mexer mais).

Fonte: Pecado da Gula.

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Souflé de Queijo da Andréa [Amigo Secreto]


Finalmente posto aqui a receita da minha amiga secreta, que é a Andréa! Foi muito engraçado fazer esse souflé porque recebi o aviso que o gás do condomínio ia ser cortado para manutenção em certo horário, só que eu acabei demorando no preparo e quase não deu tempo! Mas valeu a pena, ficou muito bom e ele até cresceu bastante - os meus souflés nunca crescem muito - mas na foto ele já estava no processo de murchamento.
A única dúvida que tive em relação à receita foi na parte de engrossar o molho, se é pra ficar bem grosso ou não. Pela textura imagino que o meu ficou um pouco ralo. Como não havia indicação do tamanho da forma eu usei 8 ramequins.
Já os presentinhos recebi no sábado, mas estava fazendo suspense para postar com a receita pronta. Adorei os mini-fouets (provando que ganhamos em dobro - ou em triplo - o que a gente dá) e o separa-gema, são muito úteis e fofos, mais uma vez obrigada, Andréa! E obrigada à Tatiana, pela brilhante e saborosa idéia!






Ingredientes:
750 ml de leite
9 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
1 colher (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) de farinha de trigo
sal a gosto (coloquei 1 colher de chá)
3 gemas
3 claras em neve

Leve ao fogo a manteiga até derreter, junte a farinha e o sal e mexa. Ponha lentamente o leite, mexendo até engrossar (como um molho bechamel). Ponha o queijo e deixe derreter. Tire e deixe esfriar.
Aos poucos ponha as gemas batidas, depois as claras em neve. Asse em forno não muito quente (deixei o meu em 180°). Ficou pronto em mais de 45 minutos.

Fonte: Andréa, do 1001 coisas.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Quiche de Macaxeira


Essa receita é um clássico na família: sempre fazia quando havia festas de natal na casa da minha mãe, e como esse ano fui para a minha madrinha, resolvi levar pra lá e acho que gostaram. Além do jogo de palavras que dá nome ao blog, a receita existe.
Que pena que meu "fotógrafo" não tirou foto dos quitutes de tia Fátima e prima Isabel, que arrasaram com um rocambole de carne, um bacalhau e uma torta de chocolate com uvas que deixou todo mundo triste de alegria. Foi um ótimo natal!
Ingredientes:
1 kg de macaxeira
sal a gosto
3 colheres (sopa) de manteiga
1 xícara de creme de leite fresco
1/2 colher (chá) de noz moscada
100 g de bacon magro em cubos
1 cebola grande picada
3 gemas
3 claras

Cozinhe a macaxeira na água com sal e passe no espremedor de batatas, moedor ou processador, ainda quente*. Misture a manteiga, mexendo bem com uma colher de pau (eu misturei ainda no processador). Junte o creme de leite e a noz moscada. Reserve.
Frite o bacon até que doure, junte a cebola e frite mais um pouco. Junte à massa de macaxeira. Adicione as gemas e por último as claras em neve, mexendo cuidadosamente.
Unte com manteiga uma travessa retangular refratária e despeje a massa. Asse em forno moderado (170°) por aproximadamente 1 hora. Decore com bacon frito, tomate, pimentão (decorei esse com pimentão vermelho). Serve como entrada ou como acompanhamento de assados.

*Quando estou com pressa compro a macaxeira em pacotes de 500g já cozida e só faço esquentar no vapor.

Fonte: Recorte do caderno de receitas.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Bolo Mole de Queijo


Bolo mole era meu bolo preferido na infância, especialmente o Bolo Luís Felipe. Eu não gostava muito de bolo fofo, preferia esses bolinhos que mais parecem pudins. Lembro que a minha vó Lucíola fazia uns bem gostosos, que ela chamava perjorativamente de "manzapes". Eu pensava que era o nome do bolo e, quando eu passava na casa dela à tardinha, indo pra casa, eu sempre perguntava: "tem manzape, vó"?
Já fiz essa receita várias vezes e o engraçado é que nunca faço com o queijo parmesão que a receita pede, sempre com outro queijo, mas o importante é que fica bom. Melhor ainda depois de gelado.
Ingredientes:
4 ovos
2 colheres (sopa) de manteiga
3 xícaras de açúcar
1 xícara de farinha de trigo
200 ml de leite de coco
200 ml de leite
1 pitada de sal
1/2 colher (sopa) de fermento em pó
4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado (eu usei 6 colheres de queijo coalho)
1/2 colher (chá) de baunilha

Bata todos os ingredientes no liqüidificador. Coloque numa forma redonda de 24 cm de diâmetro, untada com manteiga e polvilhada com farinha de trigo. Leve ao forno médio (180°) e asse até que doure em cima e que, enfiando um palito este saia limpo, o que leva mais ou menos uns 40 minutos.

Fonte: Recorte do meu caderno de receitas.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Torta Salgada de Liquidificador

Infalível. Esse é um dos nomes da torta da Maria Helena e faz valer o nome. Eu confesso que não sou fã de tortas de liquidificador, mas são muito práticas e aqui e ali testo uma receita. Essa foi a primeira que fiquei fã e vou repetir. Na verdade, ela fica uma espécie de pão, gostei demais, o queijo na massa faz a diferença. Se eu não me engano a Eliana já fez uma torta bem parecida. Fiz outro recheio e substituí o creme de leite por requeijão. Veja aqui a receita original.
Ingredientes:
Massa:
3 ovos
1 xícara de óleo (menos um dedo)
2 xícaras de leite
1 xícara de queijo ralado
2 xícaras de farinha de trigo
1 pitada (reforçada) de sal
1 colher de sopa de fermento em pó

Recheio:
1 copo de requeijão (ou 1 lata de creme de leite sem soro), fatias de peito de peru, azeitonas e cebolinha cristal.

Bata todos os ingredientes da massa no liquidificador (com exceção do fermento, que deve ser adicionado depois - eu desobedeci e adicionei no liquidificador mesmo, depois de ter batido bem os outros ingredientes).
Ponha a metade da massa numa forma untada (usei de 20 cm) e depois de acrescentar o recheio de sua preferência coloque o requeijão ou o creme de leite sem soro por cima do recheio. Despeje o resto da massa por cima e leve ao forno até dourar por cima, o que leva de 20 a 30 minutos em forno alto.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Mael e o Caderno


Passar as páginas do caderno de receitas é sempre um desafio.

domingo, dezembro 17, 2006

Bolo de Avelã com Passas


Tinha comprado umas avelãs há um tempo pra usar numa receita, mas acabei esquecendo até que receita era esta e hoje resolvi usá-las em um bolo. É a tal da doença "vontade de bater um bolinho" muito divulgada em ensaios dadivosianos. A receita original tem recheio e cobertura, mas queria apenas um bolo comum, bem café-da-manhã. Ele tem uma textura que lembra o Bolo Madeira, muito macio, com certeza por causa das avelãs, porém é mais sequinho. Não aparece a quantidade de passas na receita, então usei 50 g, mas depois vi que pode ser mais, se for o caso. Imagino que com uma cobertura de chocolate deve ficar bem gostoso, mas estou um pouco enjoada de chocolate depois do último bolo.
Ingredientes:
250 g de manteiga
300 g de açúcar
4 gemas de ovos
4 claras
2 ovos
100 g de avelãs moídas
360 g de farinha de trigo
1 colher (chá) de fermento em pó
50 g de passas

Misture a farinha com o fermento, as avelãs e as passas. Reserve.
Bata a manteiga com o açúcar até ficar um creme. Adicione os ovos, e em seguida as gemas, batendo bem entre cada adição.
Bata as claras em neve.
Vá adicionando a mistura de farinha ao creme de ovos, alternando com as claras em neve.
Despeje a massa numa forma redonda (24 cm), bem untada com manteiga e polvilhada com farinha.
Leve ao forno pré-aquecido (180ºC) por cerca de 40 minutos ou faça o teste do palito.

Fonte: Roteiro Gastronômico de Portugal

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Feliz Aniversário!


Quando eu tinha 16 anos eu vi o Ricardo pela primeira vez, de longe, sem nem saber quem era, e jurei pra mim mesma que eu casaria com ele, um pouco de brincadeira, um pouco sério. O fato é que calhou dele acabar na minha turma de faculdade, ser praticamente meu vizinho, pegar o ônibus todos os dias comigo e ainda gostarmos do mesmo tipo de música. Demorou mais uns 3 anos para ficarmos amigos mais próximos e finalmente começarmos a namorar: desde então ele tem sido meu tudo e vice-versa. Ele faz meus sonhos todos se tornarem realidade e o amo mais do que ele imagina. Parabéns, minha vida.

Não tenho o menor talento para bolos de aniversário, mas como fiquei com muita vontade de fazer um, peguei uma receita DIVINA da Patricia Scarpin. O problema todo é rechear, cobrir, não tenho as manhas e não tive tempo de pesquisar. Eu ia fazer uma cobertura de cream cheese, mas não deu tempo e acabei usando o recheio como cobertura (Moça Fiesta Alpino) e cobrindo com nozes picadas. O problema é que hoje aqui tava muito quente, tudo derretendo, inclusive a cobertura. Na hora, tudo bem, pois ficou na geladeira, mas no final da festa (cujo pedaço da foto não me deixa mentir) tudo estava arriando. A Patricia talvez deverá me dizer que isso não servia como recheio, mas a verdade é que apesar de tudo o bolo ficou gostoso e só tenho a agradecê-la por essa massa incrível, que vai me obrigar a fazer outros bolos de aniversário. Patricia, apesar de ficar na geladeira e de não ter sido regado, o bolo ficou uma fofura, uma delícia.
BOLO BRANCO
Ingredientes:
240ml de leite, em temperatura ambiente
6 claras
1 colher (chá) de extrato ou essência de amêndoa (não usei)
1 colher (chá) de extrato ou essência de baunilha
315g de farinha de trigo
350g de açúcar
4 colheres (chá) de fermento em pó
1 colher (chá) de sal
170g de manteiga, amolecida

Pré-aqueça o forno a 190ºC.
Unte duas formas redondas de 22cm (usei de 24cm, ficou mais baixinho), forre o fundo com papel manteiga e unte o papel. Polvilhe tudo com farinha de trigo.
Misture levemente o leite, as claras (sem bater, mesmo) e as essências usando um garfo. Reserve.
Coloque a farinha, o açúcar, o fermento e o sal numa tigela de batedeira com o batedor em forma de pá (eu não tenho, então usei os comuns mesmo), junte a manteiga e bata até obter uma textura parecida com areia úmida.
Adicione a mistura de leite, reservando 120ml, e bata em velocidade média por 1 minuto e meio. Acrescente o restante da mistura de leite e bata em velocidade alta por 30 segundos - não bata demais.
Divida a massa entre as assadeiras e asse por 30-35 minutos (faça o teste do palito). Os bolos ficam bem amarelinhos por cima e mais branquinhos por dentro.
Deixe esfriar por 15 minutos nas formas e depois coloque em grelhas para esfriar completamente antes de confeitar.
Regue o bolo com um xarope feito de 1 parte de açúcar para 4 partes de água, aromatizado com essência (tem que ter cuidado na hora de molhar o bolo, senão ele fica mole demais).

Fonte: Technicolor Kitchen.